PEC das domésticas: Saiba quais direitos ainda vão depender de regulamentação após aprovação



A renda de uma empregada doméstica se aproximou da de um professor de escola pública, diz IBGE. Com a PEC das doméstica deve aumentar ainda mais.

Foram aprovadas a jornada de trabalho de oito horas, o pagamento de horas extras e do fundo de garantia. Na próxima semana, o Senado deve fazer a segunda votação da proposta de emenda constitucional das domésticas. 

Direitos que ainda vão depender de regulamentação:

  • FGTS
  • Adicional Noturno
  • Salário-família
  • Seguro contra acidentes
  • Seguro-desemprego
  • Auxílio creche
Assista o vídeo para mais detalhes:

Para o diretor da ONG Doméstica Legal, Mário Avelino, a lei representa um avanço importante, mas a garantia dos direitos não pode provocar desemprego ou aumento da informalidade. Ele defende que o governo arque com alguns dos benefícios. “A gente não pode ser irresponsável em aprovar uma lei justa e merecida sem complementar para que ela seja cumprida e evite demissões. Então, é uma questão de responsabilidade social e trabalhista do governo”, argumenta.

Para a advogada trabalhista, Clarisse Dinelly, um dos pontos mais polêmicos é o controle da jornada de trabalho. Ela sugere a adoção do livro de ponto e que os patrões se certifiquem por telefone como anda o trabalho. “Pra você poder saber se a hora que ela está anotando naquele cartão de ponto manual está correta”, alerta. 

A proposta ainda precisa passar por mais uma votação no plenário do Senado, prevista para a próxima semana.

Decisão do STF impõe rombo bilionário ao governo


MÁRCIO FALCÃO

DE BRASÍLIA

Decisão tomada ontem pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a tributação de produtos e serviços importados vai causar um rombo bilionário nas contas do governo federal.
O tribunal declarou inconstitucional a inclusão do estadual ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no cálculo dos tributos federais PIS/Pasep e Cofins pagos nas operações de importação.
O imposto era incluído nessa base de cálculo desde 2004 e rendia bilhões aos cofres públicos.
Entre 2006 e 2010, o impacto foi de R$ 34 bilhões, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Não foram divulgados cálculos mais atualizados.
Isso dá uma média de R$ 6,8 bilhões ao ano -um pouco menos do que o governo deixará de arrecadar com a desoneração da cesta básica (R$ 7,3 bilhões ao ano).
O STF ainda não definiu, contudo, a partir de quando a decisão passará a ter efeito.
O governo defende que só seja aplicada para futuras operações. Não há ainda uma data para que o plenário tome essa decisão.
Dependendo da resposta do Supremo, o governo poderá ser obrigado a ressarcir quem questionou a taxação na Justiça.
A inclusão do ICMS na base de cálculo dos impostos incidentes sobre as importações era questionada em cerca de 2.200 ações movidas por importadores em 22 tribunais do país.
As instâncias vinham tendo entendimentos diversos sobre o assunto, mas a maioria era a favor da União.
Os ministros do STF entenderam que a utilização do ICMS na base de cálculo das contribuições sociais fere o artigo 149 da Constituição por extrapolar a previsão de cobrança de impostos para importação.
SITUAÇÃO IGUALITÁRIA
O Supremo entendeu que não se sustentava o argumento do governo de que a taxação era para garantir situação igualitária entre o produtor nacional e o importador -ambos sujeitos ao recolhimento das contribuições sociais.
A União argumenta que a não incidência traria ao importador vantagem indevida sobre produtos ou serviços gerados no próprio país.
Para o Supremo, as situações são diferentes. Ficou entendido que os produtos importados estão sujeitos
a outros encargos que não recaem sobre os nacionais, como frete, seguro e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
A decisão do Supremo foi tomada por unanimidade. O caso começou a ser discuto em 2010 no tribunal. A relatora era a ministra Ellen Gracie, hoje aposentada. Ela votou pela derrubada da medida. Na sessão de ontem, outros nove ministros acompanharam o voto.
Para o ministro Gilmar Mendes, a base de cálculo não pode "violar regra clara do texto constitucional" e que "não há que buscar isonomia no ilícito".
Em nota, a Fazenda Nacional informou que a Receita Federal fará uma avaliação do impacto da decisão aos cofres da União.
Fonte: Folha de S.Paulo

Defis para empresas optantes pelo Simples Nacional já está disponível na página da Receita Federal



Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais deve ser apresentada até 31 de março do próximo ano

A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) já está disponível no portal da Receita Federal, na página do Simples Nacional. A declaração, obrigatória para todas as pequenas e microempresas optantes pelo Simples Nacional, é emitida pelo Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional - Declaratório (PGDAS-D).
Por meio da Defis, empresários declaram a situação diferenciada em que as empresas se encontram dentro do programa. O programa Simples Nacional tem o objetivo de simplificar e unificar o recolhimento de impostos (IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS, INSS, ICMS e ISS) das empresas de pequeno ou micro porte auto-declaradas.
A declaração deve ser entregue até 31 de março de 2013, exceto para casos em que a microempresa (ME) ou a empresa de pequeno porte (EPP) tenha sido incorporada, cindida (total ou parcialmente), extinta ou fundida. Nestas situações, o prazo será o último dia de junho, quando a mudança tiver ocorrido nos quatro primeiros meses do ano-calendário e, no último dia do mês seguinte, nos demais casos. No caso de exclusão, o prazo estabelecido é o da regra geral, ou seja, até 31 de março de 2013 para fatos geradores de 2012.

Nota Fiscal Paulista libera R$ 96 milhões em créditos para empresas do Simples Nacional

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo libera nesta sexta-feira, 15/3, R$ 96.057.293,79 em créditos da Nota Fiscal Paulista a 292.023 microempresas com faturamento anual até R$ 240 mil, optantes do Simples Nacional. Destas empresas, 183.163 receberam de volta 100% do ICMS pago em 2011. Os valores foram calculados com base em compras realizadas naquele ano junto a atacadistas e indústrias do Estado de São Paulo.
As microempresas podem resgatar os créditos a que tenham direito a qualquer momento acessando o site www.nfp.fazenda.sp.gov.br. Basta digitar o CNPJ e senha, selecionar a opção “Conta Corrente > Utilizar Créditos” e transferir os valores para uma conta-corrente ou poupança em nome da empresa. Os optantes do Simples nacional também podem utilizar créditos para quitação ou abatimento do IPVA de veículo próprio, no mês de outubro, da mesma forma que as pessoas físicas.
Essa é a terceira liberação para empresas do Simples Nacional. A Secretaria da Fazenda já havia liberado R$ 59.359.300,57 em créditos referentes às compras de 2009 e R$ 87.592.803,93 de compras realizadas em 2010. Com os créditos de 2011, o total devolvido às microempresas soma R$ 243.009.398,29. A consulta dos valores por estabelecimento está disponível no site da Nota Fiscal Paulista (www.nfp.fazenda.sp.gov.br) em "Conta Corrente Consultar Consultar Extrato Simples Nacional".
As microempresas foram incluídas no sistema da Nota Fiscal Paulista em 2009 e têm direito a créditos desde que solicitem o documento fiscal, com CNPJ, nas compras de mercadorias para uso, consumo e revenda.
A legislação estabelece que o valor a ser liberado para as microempresas deve ser limitado ao total de imposto pago ao Estado, decorrente das vendas realizadas no período. Para efetuar o cálculo e a consolidação dos créditos, a Fazenda utiliza as informações prestadas anualmente ao Fisco federal, por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN), e os dados relativos às parcelas do ICMS paulista recolhidas mensalmente por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

Consumidora de São Paulo leva prêmio de R$ 50 mil no sorteio de março da Nota Fiscal Paulista

Uma moradora da Capital, que participou da 52ª extração da Nota Fiscal Paulista com 68 bilhetes eletrônicos, foi a vencedora do prêmio principal e vai receber R$ 50 mil. O segundo prêmio, no valor de R$ 30 mil, também saiu para um consumidor de São Paulo, que concorreu ao sorteio de março com 66 bilhetes eletrônicos. O prêmio de R$ 20 mil foi para um morador de Jundiaí, que teve um dos seus 42 bilhetes sorteado.
Concorreram nessa extração 8.412.015 consumidores que forneceram o CPF, além de 2.635 entidades de assistência social e de saúde e 5.561 condomínios que forneceram o CNPJ em suas compras. Além dos três prêmios especiais de R$ 50 mil, R$ 30 mil e R$ 20 mil, os consumidores também concorreram a mais 300 prêmios de R$ 1.000; mil de R$ 250, 15 mil de R$ 50, 76.303 de R$ 20 e 1.407.394 de R$ 10. O resultado está disponível no site da Nota Fiscal Paulista (www.nfp.fazenda.sp.gov.br).
Para participar dos sorteios, o consumidor que pede a Nota Fiscal Paulista deve se cadastrar no site do programa (www.nfp.fazenda.sp.gov.br) e aderir ao regulamento. As adesões até o dia 25 de cada mês permitem a participação já no mês seguinte e nos próximos. Uma vez feito o processo, não é preciso repeti-lo - a participação nos sorteios seguintes é automática. Cada R$ 100 em compras dá direito a um bilhete eletrônico.
Sobre o programa Nota Fiscal PaulistaA Nota Fiscal Paulista, criada em outubro de 2007, integra o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do governo do Estado de São Paulo e reduz, de fato, a carga tributária individual dos cidadãos, que recebem créditos ao efetuar compras de mercadorias em São Paulo. O sistema distribui até 30% do ICMS efetivamente recolhido pelo estabelecimento comercial aos consumidores que solicitam o documento fiscal e informam CPF ou CNPJ, proporcional ao valor da nota.
A devolução é feita em créditos que podem ser acompanhados pela internet e utilizados para pagamento do IPVA ou resgatados em dinheiro. O consumidor também pode solicitar o documento fiscal sem a indicação do CPF/CNPJ e doá-lo a uma entidade de assistência social ou de saúde cadastradas no programa Nota Fiscal Paulista, se assim desejar. Essa é uma decisão pessoal e exclusiva do consumidor.
O programa conta com mais de 14 milhões de participantes cadastrados e, desde seu início, teve mais de 22 bilhões de documentos fiscais processados na Fazenda. No total, a Nota Fiscal Paulista devolveu aos participantes do programa R$ 7,2 bilhões, sendo R$ 6,4 bilhões em créditos e R$ 833,5 milhões em prêmios nos 52 sorteios já realizados.
Para conferir os créditos, aderir ao sorteio ou obter mais informações sobre a Nota Fiscal Paulista, basta acessar o site www.nfp.fazenda.sp.gov.br.

DECRETO Nº 7.496, DE 8 DE JUNHO DE 2011 institui o plano estrátegico de fronteiras

 


Institui o Plano Estratégico de Fronteiras.


A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1o Fica instituído o Plano Estratégico de Fronteiras para o fortalecimento da prevenção, controle, fiscalização e repressão dos delitos transfronteiriços e dos delitos praticados na faixa de fronteira brasileira.

Art. 2o O Plano Estratégico de Fronteiras terá como diretrizes:

I - a atuação integrada dos órgãos de segurança pública e das Forças Armadas; e

I - a atuação integrada dos órgãos de segurança pública, da Secretaria da Receita Federal do Brasil e das Forças Armadas; e (Redação dada pelo Decreto nº 7.638, de 2011)

II - a integração com os países vizinhos.

Art. 3o O Plano Estratégico de Fronteiras terá como objetivos:

I - a integração das ações de segurança pública e das Forças Armadas da União com a ação dos estados e municípios situados na faixa de fronteira;

II - a execução de ações conjuntas entre os órgãos de segurança pública, federais e estaduais, e as Forças Armadas;

III - a troca de informações entre os órgãos de segurança pública, federais e estaduais, e as Forças Armadas;

I - a integração das ações de segurança pública, de controle aduaneiro e das Forças Armadas da União com a ação dos Estados e Municípios situados na faixa de fronteira; (Redação dada pelo Decreto nº 7.638, de 2011)

II - a execução de ações conjuntas entre os órgãos de segurança pública, federais e estaduais, a Secretaria da Receita Federal do Brasil e as Forças Armadas; (Redação dada pelo Decreto nº 7.638, de 2011)

III - a troca de informações entre os órgãos de segurança pública, federais e estaduais, a Secretaria da Receita Federal do Brasil e as Forças Armadas; (Redação dada pelo Decreto nº 7.638, de 2011)

IV - a realização de parcerias com países vizinhos para atuação nas ações previstas no art. 1o; e

V - a ampliação do quadro de pessoal e da estrutura destinada à prevenção, controle, fiscalização e repressão de delitos na faixa de fronteira.

Art. 4o O Plano Estratégico de Fronteiras será efetivado mediante a realização, entre outras, das seguintes medidas:

I - ações de integração federativa entre a União e os estados e municípios situados na faixa de fronteira;

II - implementação de projetos estruturantes para o fortalecimento da presença estatal na região de fronteira; e

III - ações de cooperação internacional com países vizinhos.

Art. 5o As ações do Plano Estratégico de Fronteiras serão implementadas por meio de:

I - Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteira - GGIF; e

II - Centro de Operações Conjuntas - COC.

Art. 6o Os Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteira terão como objetivo a integração e a articulação das ações da União previstas no art. 1o com as ações dos estados e municípios, cabendo a eles:

I - propor e coordenar a integração das ações;

II - tornar ágil e eficaz a comunicação entre os seus órgãos;

III - apoiar as secretarias e polícias estaduais, a polícia federal e os órgãos de fiscalização municipais;

IV - analisar dados estatísticos e realizar estudos sobre as infrações criminais e administrativas;

V - propor ações integradas de fiscalização e segurança urbana no âmbito dos municípios situados na faixa de fronteira;

VI - incentivar a criação de Gabinetes de Gestão Integrada Municipal; e

VII - definir as áreas prioritárias de sua atuação.

§ 1o Não haverá hierarquia entre os órgãos que compõem os GGIF e suas decisões serão tomadas por consenso.

§ 2o Cada GGIF será constituído por ato do Governo Estadual e será composto pelas autoridades federais e estaduais que atuem nos termos do art. 1o e por representantes dos Gabinetes de Gestão Integrada Municipal da região de fronteira.

Art. 7o O Centro de Operações Conjuntas será composto por representantes de todas as instituições partícipes das operações, mediante assinatura de acordo de cooperação.

§ 1o Não haverá hierarquia entre os órgãos que compõem o COC e suas decisões serão tomadas por consenso.

§ 2o Compete ao COC realizar a integração entre os partícipes mencionados no caput, o acompanhamento e a coordenação das ações do Plano Estratégico de Fronteiras.

§ 3o O COC terá como sede as instalações do Ministério da Defesa.

Art. 8o A participação dos estados e dos municípios no Plano Estratégico de Fronteiras se dará mediante a assinatura de termo de adesão.

Art. 9o A Coordenação do Plano Estratégico de Fronteiras será exercida pelos Ministros de Estado da Justiça e da Defesa.

Art. 9o A coordenação do Plano Estratégico de Fronteiras será exercida pelos Ministros de Estado da Justiça, da Defesa e da Fazenda. (Redação dada pelo Decreto nº 7.638, de 2011)

Art. 10. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 8 de junho de 2011; 190o da Independência e 123o da República.

DILMA ROUSSEFFJosé Eduardo Cardozo
Nelson Jobim

IRPF 2013: Mais de 3 milhões de contribuintes já entregaram a declaração

 

A Receita Federal do Brasil (RFB) recebeu até as 16h de hoje, (18/3), 3.013.324 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2013.
O contribuinte que quiser doar a um dos fundos de ajuda à criança e ao adolescente inscritos na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e repassados à RFB, poderá fazê-lo até 30 de abril próximo, com direito ao abatimento de 3% do total no IR ainda na Declaração atual.
A Receita lembra quem tem imposto a pagar e optar pelo débito automático da quota única ou a partir da primeira quota, deve enviar a declaração até 31/3/2013.
 
A expectativa da Receita Federal é que as Declarações de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física este ano superem 26 milhões, um recorde em relação aos anos anteriores.

Receita amplia suas ações

 


Zulmira Felício
Uma nova atividade está sendo colocada em ação desde fevereiro pela Receita Federal do Brasil (RFB). A partir desse mês a RFB começou a informar diariamente às companhias das inconsistências no recolhimento de seus tributos. “O Fisco Federal colocou em prática o sistema de malha fina para os contribuintes pessoa jurídica. De acordo com o órgão, aproximadamente quatro milhões de empresas serão informadas das inconsistências no pagamento dos tributos federais. A medida é oportuna, uma vez que dará aos contribuintes uma percepção real da capacidade de controle do órgão, que está cada vez mais ampliando suas ferramentas de conferência dos tributos declarados”, declara o recém-empossado presidente da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo (Fecontesp), José de Souza.
Esse sistema estava em fase de funcionamento em São Paulo até o fim de fevereiro, passando a ter abrangência nacional a partir de então. A meta este ano, com o reforço da malha fina, é intensificar as ações de cobrança. A RFB selecionou 184 empresas que devem R$ 6,8 bilhões em tributos. Em 2012, foram recuperados em tributos atrasados 0,7%.
Bacharel em Ciências Econômicas e Ciências Contábeis, José de Souza destaca que desde a implantação do Sped as organizações estão sujeitas a se tornar alvos mais frágeis diante da fiscalização por parte do Fisco. Contudo, não é só o Sistema Público de Escrituração Digital que está trazendo transformações para essas empresas que estão passando por vários processos de mudanças, principalmente no que tange à informação e tecnologia. Fato é que os empresários e os profissionais da contabilidade precisam se adequar a todas essas mudanças. “Quem não estiver a par, estará fora do mercado. E isso é um grande desafio, porque não depende só do profissional, mas também dos cursos de Ciências Contábeis, os quais, diga-se de passagem, estão fazendo um esforço enorme para poder se atualizar”, diz.
Este ano, dentre as alterações anunciadas pelo governo para o Sistema referente a Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Souza enfatiza a correção dos valores de cálculo da tabela progressiva anual, atualizada em 4,5%. Em razão disso, os contribuintes que tiveram renda total acima de R$ 24.556,65 no ano passado devem apresentar a declaração de ajuste anual. É importante a pessoa física poder optar pela dedução na Declaração de Ajuste Anual das doações, devidamente comprovadas, aos fundos controlados pelos Conselhos Nacional, Distrital, Estaduais e Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, limitadas a 3% do imposto devido, observado o limite global de 6% também do imposto devido para as deduções de incentivo. Da mesma forma, a dedução das doações devidamente comprovadas ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) e ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) efetuadas durante o ano-calendário de 2012, observado o limite individual de 1% do imposto devido. “Contudo, creio que, de todas as mudanças anunciadas, a principal é: no próximo ano, o contribuinte que tiver uma única fonte de renda e optar pelo desconto-padrão não precisará entregar a declaração do IRPF”, antecipa.
As inconsistências de dados na declaração são um dos principais alvos da Receita. Só para dar uma ideia, no ano passado, 616.569 contribuintes do Imposto de Renda Pessoa Física ficaram retidos na malha fina, um número 8,2% superior ao verificado em 2011. O alvo da retenção de declarações foi a omissão de rendimentos. Muitas empresas caem na malha fina pelo mesmo motivo. Por isso, Souza recomenda, tanto às empresas quanto às pessoas físicas, que não deixem a tarefa de prestação de contas para a última hora. Além de evitar enganos e contratempos, organizar-se com antecedência pode adiantar também o recebimento da restituição.
Para Souza, ao lado das Normas Internacionais de Contabilidade (International Financial Reporting Standards –IFRS), o Sped foi um dos principais responsáveis por fazer com que a contabilidade do Brasil ultrapassasse a fase dos papéis e carimbos e passasse ao formato digital. O Sistema deixou de ser uma imposição; hoje é uma necessidade a ser cumprida. “No entanto, a principal dificuldade para as empresas é que o Sped colocou em prática mais de 3.500 normas que sofrem alteração constantemente. Por isso, é imprescindível que a classe empresarial —e, em especial, os profissionais do setor— se preparem de acordo com as demandas dessa nova realidade tributária brasileira. Para evitar problemas com o Fisco, é recomendável investir em sistemas, equipamentos e na qualificação técnica da equipe interna”, esclarece Souza.
Além disso, o presidente da Federação ressalta que pretende fortalecer as relações com os 24 sindicatos afiliados, na capital e no interior do estado; priorizar o relacionamento com as entidades congraçadas do setor no Estado de São Paulo; e estabelecer novos convênios com instituições da sociedade civil que tenham atividades afins com a contabilidade, principalmente com os órgãos arrecadadores, como a Receita Federal e a Secretaria da Fazenda Estadual. 

 
Fonte: DCI – SP

CRC-SP busca valorização

 


Renata Bottura
 
 
foto: Divulgação
"Nós tiramos um tempo precioso que seria destinado a atender nosso cliente para cumprir as 2.600 horas de obrigações acessórias anuais"
"Nós tiramos um tempo precioso que seria destinado a atender nosso cliente para cumprir as 2.600 horas de obrigações acessórias anuais"
“O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) é um divisor de águas, não apenas no Estado de  São Paulo, mas em todo o Brasil.” A frase é de  Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP).  O executivo explica que foram passadas ao Fisco “informações sobre a empresa de uma forma detalhada e completa, o que outrora só era obtido pela autoridade fiscal por meio de uma fiscalização”.
O projeto  Sped estabeleceu um novo tipo de relacionamento baseado na transparência mútua entre o governo e os contribuintes, com reflexos positivos para toda a sociedade. “Esse programa avançadíssimo — verdadeira vigilância em cima das empresas—  permite que a Receita identifique problemas fiscais por meio do cruzamento de informações, com mais precisão e agilidade”, afirma Nóbrega.
O mercado como um todo sofre com  carência de mão de obra qualificada, e com os profissionais da contabilidade não é diferente. Existe um ciclo que vem desde a base, ou seja, uma melhor preparação nas universidades. O Exame de Suficiência ajudará neste processo, indicará o desempenho das Instituições de Ensino. O presidente do CRC-SP recomenda  que  profissionais e estudantes da área contábil se atualizem. “Nunca se contentar com o que se sabe: o investimento em educação continuada deve ser eterno”, ressalta.
“Devemos nos familiarizar com as mudanças legais e tecnológicas. Um profissional não pode se estagnar em uma zona de conforto, principalmente o da   área contábil, que tem pela frente  inúmeras mudanças legais e  um usuário exigente”, completa  Nóbrega, que também é diretor  da Comissão de Ética do Sindicato dos Contabilistas de Bauru.
Se o profissional não investir em educação nem se adaptar às mudanças rapidamente terá dificuldades de sobrevivência. “Vejo um movimento de unificação de empresas contábeis como uma das alternativas deste processo. Atualmente, as empresas precisam mudar sua cultura para atender à padronização trazida pelas novas regras e procedimentos”, diz Nóbrega.
Dificuldades
O Sped é um padrão, mas falta investir em capital humano —  e no setor tecnológico, os empresários devem fazer isso acontecer. Essa responsabilidade é da empresa. O profissional da contabilidade está no processo e deve se preparar, mas a companhia tem sua responsabilidade muito clara e presente neste processo.
A falta de subsídios do governo ao acesso à tecnologia e investimentos em treinamentos são dificuldades a ser superadas. Não apenas no que diz respeito à disponibilização de capital para as melhorias dentro das empresas, mas também na remuneração dos profissionais, pois fazem grande parte do trabalho do Fisco. “Tiramos um tempo precioso que seria destinado a atender nosso cliente, que é quem paga nossos honorários para cumprir as 2.600 horas de obrigações acessórias anuais, segundo estudo do Banco Mundial. Está na hora de sermos mais reconhecidos e valorizados”, afirma Nóbrega.
Alterações
Com o surgimento de novas medidas adotadas pelo Sped, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) não sofreu alterações significativas. O projeto é eliminar as declarações e todas ficarem dentro do Sped, processo que ainda não se concretizou; pelo contrário, as obrigações acessórias continuam aumentando. “Os contribuintes precisam agir com velocidade para ajustar os dados transmitidos, assim beneficiamos os  usuários com tempo e ganho de produtividade, uma das finalidades do programa”, explica o presidente.
Dentre as conquistas proporcionadas nesse último ano pelo Sped, está à redução da multa mensal para os que deixam de entregar as obrigações tributárias acessórias em 50%, o valor estipulado antes era de R$ 5.000. Agora os contribuintes pagam R$ 2.500,00 pelo atraso.
Além dos investimentos maciços em educação continuada e em melhoria e aperfeiçoamento de comunicação externa, no ano passado o CRC-SP conquistou mais espaço junto à sociedade,  principalmente  posicionamentos frente a temas importantes e inquietantes na busca da valorização e dignidade profissional. “Para haver evolução, é preciso  haver comprometimento e profissionalismo, não dá para trabalhar com amadores”, concluiu Luiz Fernando Nóbrega, presidente do CRC-SP.

 Fonte: DCI – SP

Alíquotas: o próximo desafio

 


Zulmira Felicio
 
foto: DivulgaçãoJosé Maria Chapina Alcazar, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo
José Maria Chapina Alcazar, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo
Recém-ingressas na Escrituração Fiscal Digital, um dos braços que compõem o Sped, as empresas optantes pelo Lucro Presumido em breve estarão às voltas com outro desafio: a unificação da cobrança do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Embora ainda não sejam conhecidos todos os detalhes técnicos dessa mudança, que deverá colocar na vida das empresas uma nova sigla, a CSR (Contribuição Sobre Receitas),  já existe no mercado a incômoda sensação de que há um novo aumento da carga tributária   a caminho.
O efeito gerado pela medida  será trágico, na visão do empresário contábil José Maria Chapina Alcazar, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo e coordenador-geral  do Conselho de Assuntos Contábeis e de Serviços da (ACSP), pois  empreendimentos que atualmente pagam 3,65%  de  PIS/Cofins sobre o faturamento no regime de cumulatividade, veriam esse número saltar acima de 10%  prevalecendo a não-cumulatividade.  Dentre os maiores prejudicados com isto estariam as prestadoras de serviços. “Já vimos algo semelhante em 2007, com a criação do Simples Nacional, ou Super Simples, por meio da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Só depois de muita luta conjunta entre  entidades representativas da sociedade conseguiu-se reverter essa situação, tornando o  Simples Nacional mais atraente a um maior número de segmentos”, relembra.
No caso atual, envolvendo  PIS/Cofins, o que se propõe é a geração de créditos para todas as compras feitas pelas empresas e a transformação gradativa da atual alíquota de 3,65% sobre o faturamento em 9,25% sobre o valor adicionado.
O único aspecto positivo da proposta, segundo Chapina Alcazar, é o fim da insegurança jurídica em relação ao que pode ou não pode gerar crédito no âmbito do PIS/Cofins, quadro que hoje faz desses dois tributos os responsáveis pela maioria esmagadora das demandas judiciais de cunho tributário.  
Para que essa realidade não perdure quando os dois tributos forem um só, ele acha fundamental a urgente mobilização dos vários segmentos produtivos para cobrar do governo o esclarecimento de muitos pontos ainda obscuros nesse projeto.  “Toda simplificação é bem-vinda num País em que mais de 3,5 mil regras envolvem impostos, taxas e contribuições, não há como o setor produtivo suportar novos aumentos de uma carga tributária que já supera 36% do PIB”, arremata Chapina Alcazar.
Unificar alíquotas
“O Sped não é protagonista da unificação de alíquotas, ainda que sua abrangência e volume de informações recebidas sejam enormes. Entretanto, tem cacife para mostrar aos legisladores o caminho a trilhar na busca pelo fim da guerra fiscal entre os 27 estados”, afirma o professor e especialista no campo tributário Edgar Madruga. A análise do professor tem como foco a questão do ICMS  na chamada guerra dos portos.
Coordenador do MBA em Contabilidade e Direito Tributário do Instituto Brasileiro de Pós Graduação (Ipog), Madruga acredita que o Sped, em implantação gradual desde 2006, apenas aponte distorções tributárias e até dê um direcionamento às decisões fiscais. A sistemática ajudaria a viabilizar a criação de uma balança estadual, mensurando a troca de mercadorias e desaguando numa reforma tributária eficaz.
“O descontrole tributário em matéria de ICMS é total. Hoje, empresas que vendem no Brasil inteiro são obrigadas a gastar tempo e milhares de reais anualmente, em capital humano, para lidar com as mais de 40 alíquotas diferentes —variam de 4% a 30% em alguns casos—, incluindo cerca de 3,5 mil normas em constante mudança”, explica.
Se, tecnicamente, é possível acabar com a guerra fiscal com a cobrança de 100% do imposto no estado de destino da mercadoria e não mais de forma mista, politicamente  as amarras ficam mais apertadas. A tributação do ICMS no destino já ocorre para os combustíveis, por que não levar esta mecânica a todas as mercadorias?
“A unificação das alíquotas do ICMS e sua tributação no destino devem ser resolvidas rapidamente, pois mais alguns anos deste estrangulamento tributário podem tornar insustentável a já precária relação política e fiscal entre os estados, algo que nem a melhor das diplomacias poderá equalizar”, pondera o professor Edgar Madruga.

 
Fonte: DCI – SP

Empresas do Simples podem obter redução de imposto

 

Tramita na Câmara dos Deputados, em regime de prioridade, projeto de lei complementar (PLP) que prevê trazer isonomia entre as pequenas empresas no pagamento de tributos, ao criar parcelas dedutíveis do valor devido mensalmente pelos optantes do Simples Nacional. A proposta do deputado Vaz de Lima (PSDB-SP) altera a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06). De acordo com o texto, as parcelas dedutíveis variarão conforme a faixa de renda da empresa.
Hoje, em tabelas, são definidas 20 faixas de renda para cada ramo de atividade exercido pela empresa (comércio, indústria, locação de bens móveis ou prestação de serviços), com alíquotas crescentes: quanto maior a receita, maior é a alíquota aplicada para pagamento do Simples.
No entanto, o deputado Vaz de Lima explica que ao elevar a sua receita bruta e ser tributada pela alíquota correspondente à nova faixa de renda, a empresa contribui com o percentual majorado sobre todo o montante, mesmo que o acréscimo que a levou para a nova tributação tenha sido de apenas R$ 1. "Por exemplo, uma empresa do ramo do comércio que fature R$ 180 mil por ano estaria enquadrada na alíquota de 4% e pagaria R$ 7,2 mil de tributos durante o período. Se essa mesma pessoa jurídica faturar R$ 1 a mais, terá a tributação elevada para 5,47% sobre todos seus rendimentos e deverá pagar R$ 9,8 mil. Ou seja, acréscimo de mais de 36% no valor recolhido", aponta o deputado.
Com a proposta, de acordo com o sócio do Celso Cordeiro de Almeida e Silva Advogados, Pedro Gomes Miranda e Moreira, seriam respeitados os princípios, previstos por lei, da proporcionalidade - conforme acontece com o recolhimento do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), da isonomia e até da livre concorrência. "Dentro do mesmo exemplo do deputado, se ficasse estabelecido que todas as empresas que alcançassem receita bruta de até R$ 180 mil pagariam 4% de alíquota, acima disso haveria deduções. Ou seja, em um cálculo mais simples, se a empresa faturasse R$ 200 mil, ela pagaria 5,47% desse montante, mas deduziria disso o valor que resultou da diferença das alíquotas [5,47% menos 4%] multiplicado por R$ 180 mil. Desta forma, quanto maior é a receita, maior é a dedução", justifica.
Questionado se essa mudança reduziria a arrecadação do governo federal, o advogado afirma que "sim". "Mas, não é questão de arrecadação, a questão é que a regra como está fere a lei. Não é justo uma empresa que fatura até R$ 20 mil a mais pagar muito mais de imposto e ter menos margem de lucro, isso fere a livre concorrência", entende.
Para Sérgio Approbato Machado Júnior, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP), seria uma adequação importante. "A proposta traria incentivo e justiça tributária ao regime simplificado, que abrange, atualmente, a maioria das empresas brasileiras", avalia o especialista em contabilidade.
De qualquer forma, Moreira diz que a unificação de impostos feita pelo Simples Nacional torna o regime "muito vantajoso" para as micro e pequenas empresas no País.
O projeto de Vaz de Lima estabelece ainda que o Poder Executivo estimará o montante da renúncia fiscal decorrente da medida e o incluirá no projeto de lei orçamentária apresentado após a publicação da lei complementar, se a proposta for aprovada.
O PLP 221 de 2012 está sob análise da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Em seguida será avaliada pela Comissão de Finanças e Tributação; de Constituição e Justiça e de Cidadania; depois seguirá para o plenário.
Capacitação
Ainda ontem, o Sebrae Nacional informou que os pequenos negócios estão investindo na capacitação para ampliar suas participações nas compras públicas feitas pelo governo federal. Essas empresas, de acordo com a entidade, são responsáveis pelo fornecimento de aproximadamente 30% nesse mercado.
Nos dois primeiros meses de 2013, o número de empresários que buscaram qualificação do Sebrae para o assunto foi equivalente a 92% dos treinamentos na área oferecidos durante todo ano de 2012. Quase 3,7 mil pessoas fizeram o curso de compras públicas em janeiro e fevereiro de 2013 - em 2012 cerca de quatro mil pessoas participaram da qualificação. "Os pequenos negócios estão atentos a esse mercado. Isso reflete o trabalho do Sebrae, que vem orientando os empresários de micro e pequeno porte a aproveitarem os incentivos da Lei Geral para fornecer produtos e serviços aos governos. É um mercado crescente", analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
Segundo a entidade, o curso é gratuito e on-line. O treinamento permite ao empresário compreender o fornecimento para a administração pública como uma nova oportunidade de negócio.
 
Fonte: DCI – SP